Andando por aí, chutando pedrinhas, arriscando assobios e pensamentos, um pedacinho dela veio à tona. Ah, aquele jeito tímido de olhar sem encarar, tão peculiarmente dela, tão conhecidamente único. Lembrou-se de que a característica que a definia mais costumeiramente entre aqueles que, sobreviventes do passado, puxavam-na na memória era justamente essa: o olhar. A timidez do olhar. Blasé?
Não mudou: lapidou, no entanto. Usa, agora, a grandeza verde-azul com ar de quem se nega a ser desmistificada.
Danada, ela. E nem (ou bem?) sabe o poder que tem.