terça-feira, 24 de agosto de 2010

"Sobre quase todas as coisas" - ou - "Cara a tapa"

Dos pés à cabeça, dor. Além da dor, na cabeça, uma ideia: fixa. Cura? Nem sabe por onde começar. A bem da verdade, a carne é fraca - mas não é pouca.
Desconexão.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Great expectations - ou - Síndrome da insatisfação.

Não me considero uma pessoa muito exigente. Gosto das coisas do meu jeito, mas não sou de ficar procurando defeito, enxergando detalhes, reclamando de miudezas. Acredito que poderia ser um pouco mais cautelosa nas escolhas, escolher melhor antes de ter - enfim.
Duro conviver com quem cria grandes expectativas sobre as coisas: tudo tem que ser perfeito, nada está bom. Peguei implicância de uma antiga amiga por conta disso (e de outras coisas mais graves). Mania de achar que o mundo precisa constantemente nos satisfazer, de acreditar que todos precisam superar nossas expectativas.
Sem dúvida alguma, quando isso se aplica a pessoas, o probleminha vira catástrofe. Conheço pessoas que se acham expectadoras do mundo e, por isso, acham que todos devem entretê-las. Qualquer um que não se ajuste a esse modelo é imperfeito, chato, insosso. Acomodadas em suas poltronas, esperam o espetáculo começar e, se não forem "tocadas", entretidas, mostram-se entediadas, reclamam, demonizam tudo e todos. Arre, e aquela ideia de participação? Como uma pessoa pode achar que todos os outros devem agradá-la sem, ao menos,  tentar ser agradável?
Muito cinema vagabundo, novelinha das oito, sei lá. Cretinice da pior espécie. A Clarice Lispector tinha uma definição excelente pra gente assim: "incompetente para a vida".

Do sexo - ou - Ode a Silviano

Enquanto fazia pós-graduação, estudei muitos autores contemporâneos. E não há como negar que há predominância de obras cuja temática seja sexual (como não falar de sexo, se a literatura é brasileira?). Enquanto estudávamos, a professora citava um ou outro nome de autor e indicava algumas leituras. E eu, curiosa que sou, resolvi buscar a literatura de um excelente crítico literário que também criava grandes obras em prosa.
Empolgadíssima com a possibilidade da fazer uma tese sobre um autor contemporâneo e inovador, fui logo comprando todos os livros que consegui encontrar do tal: Silviano Santiago. Sem pensar na temática, buscava algum item relacionado à Teoria da Literatura (escolha de narrador, foco narrativo, personagens, essas coisinhas que gente como eu costuma procurar). E eis que me deparei com a obra-prima da escolha de narradores: Stella Manhattan. Complexidade de focos narrativos, narrador multifacetado, cenário opressor, estrangeiro, personagens esféricas. Tudo o que eu queria. Aí veio o enredo.
Pesado para uma mocinha criada aos moldes interioranos. Mas encarei. O trabalho ficou ótimo: ative-me à questão do narrador e mandei bala! Fui elogiada, consegui o que queria, fiquei feliz.
Mas o estrago já tinha sido feito: quis saber mais sobre o assunto/enredo. E comecei a consumir mais literatura similar.
Para o bem ou para o mal, a sexualidade abordada de maneira literária acende no leitor a curiosidade ou o questionamento sobre a sua própria. E eis o que aconteceu.
Não me considero uma expert no assunto (não me considero nada, aliás), mas ultimamente certas situações tem despertado um pouco mais meu interesse. Como não conhecer outros corpos? Como não experimentar novos contatos? Como negligenciar vontades?
Quando a gente não aplica, nosso cérebro (esse bichinho danado!) transfere para o universo onírico nossas vontades e expectativas. E o meu tem me atentado. Sonho, imagino, idealizo. Mas não vivo. E não exteriorizo. Mas cada sonho!
Noite dessas, sonhei. Sexo com vontade. Muito desejo. Dentro do carro. Nenhuma preocupação com o lugar: o tesão falou mais alto - mesmo. Beijos de enlouquecer, seguidos de ações embaralhadas: as sensações se misturam. O que a boca tem, o corpo pede: pressa de arrancar as roupas, sentir a pele do outro, a boca do outro no corpo. Chupar com gosto - pra sentir o gosto do outro. Gemidos, respiração ofegante: invasão. Sem pressa, mas rápido, urgente. Daquelas trepadas que te fazem mais completa. Das melhores.
...
Sonhos, esses danados.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As mentiras que as mulheres contam - ou - Época da inocência.

Fato: não sei mentir. Isso não quer dizer que eu não minta, mas acaba soando tão fake... Falta jogo de cintura, tato, jeitinho. Tem gente que manja. Eu não dou pra essas coisas. Definitivamente.
Situação-problema: gente que prefere a mentira à dura realidade. Encaro? Tento. Em determinadas situações, sou obrigada a bancar a diplomática e mandar uma historinha daquelas da carochinha... A contragosto, mas... C'est la vie.
Situação-problema-mor: quando a vida afetiva é atacada por essas preferências tristes pela mentira. Acatar?
Tão feio - mas o belo é pros artistas, não pra mim.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Do desapego - ou - Saudade de um blog que não volta mais...

Pois é. Eu já tive um blog. Um, não: dois. Mas um era só meu. Adorava. Clarissa de verdade, se chamava também, mas era "ponto blogger". E, não sei bem ao certo o motivo, um belo dia o Blogger resolveu mudar as regras e eu perdi o direito de acessá-lo gratuitamente. Uma pena.

Preguiça de começar de novo. Saudade dos posts antigos. Enfim...

Embora algumas pessoas teimem em achar que eu não sou - ou não pareço ser - uma pessoa feliz, eu sou. Mas o que me impulsiona a escrever - e a voltar a ter um blog, afinal - é a inquietação. Atualmente, por motivos diferentes daqueles do outro blog (não consigo me desapegar, meu Deus!). Talvez mais maduros. Talvez mais complexos. Whatever...

Fato: voltarei a escrever. Aqui mesmo, então!
Bem-vindos.