Ciclicamente, eu sumi. Mas este tempo de calmaria foi de autoconhecimento. De acomodação de tantos sentimentos incompatíveis entre si. Organicamente falando, precisei de repouso para levantar. Penso que isso resume.
No mais, uma série grande de mudanças - ou uma série de grandes mudanças. Cidade, trabalho, estado civil, faculdade, talvez profissão.
Sou realmente paradoxal: busquei por muito tempo tudo isso, mas, agora que tudo está por acontecer, deu vontade de parar o tempo um pouquinho.
O que eu chamo jocosamente de "autismo meu" é isso: eu lido muito mal com mudanças, mesmo as mais esperadas. Sofro demais!
Trinta e um anos e eu não sei o que vou fazer longe do colo da família. Estão acabando os almoços prontos da mãe, as frutinhas cortadas no café da manhã pelo pai, as ajudas nos perrengues "informáticos" do irmão, o sossego de se saber protegida, segura. Conhecer como a palma da mão cada canto da casa, barulhinhos peculiares. Os animaizinhos de estimação. Uma história.
Escreverei mais um post sobre a dificuldade de dizer adeus - essa minha tão doída característica. Por enquanto digo que voltei. Porque não consigo deixar de escrever.
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