“Você já viu ‘O poeta do castelo’?”, foi a pergunta que o PEB atencioso fez. Já tinha visto, mas não se lembraria disso até rever. Chegou em casa, procurou no YouTube. Assistiu de novo. Ficou pensando nas aulas de Literatura. Já foi uma boa professora. Interpretava as obras de vestibular, falava com amor. Falou tantas vezes do “Libertinagem”. Sentiu saudade e dormiu.
Dias se passaram. Trabalhou muito, comeu muito, bebeu um pouco, saiu. Beijou, transou, acreditou.
Ficou pensando naquele poema do porquinho-da-índia. Era isso.
De repente, alguns pensamentos fantasmas do passado. Era isso.
Não sabe jogar num mundo de jogadores.
A vida, minha filha, é respiro, pisco, crença e conta. Mas é linda. Sigamos.
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