terça-feira, 23 de novembro de 2010

A tênue diferença entre 'pisar em ovos' e 'pisar na jaca' - ou "Ela desatinou" (porque tudo tem um pouco de Chico)

Ato I, Cena 1
Lugar qualquer no Brasil, século XXI (só pode ser...).
Personagens: Ela e Ele.
Enredo: Ela, depois de muito resistir, resolve ceder à tentação e se entregar. Ambos ansiosos.

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Alguém escreve o resto? Bloqueio!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Na bagagem - ou - "Ó, pedaço de mim!", com Chico e Zizi

A viagem dos sonhos. E como todo sonho, meio confusão, meio dispersão. Eu preciso parar de idealizar demais as coisas e as pessoas.
E debaixo de todos os arranhões, eu, à flor da pele - para o bem e para o mal.
Não tenho o que falar sobre a viagem - qualquer tentativa de descrevê-la cairia num desses erros: enfraqueceria o encanto ou copiaria as anotações do Moleskine. Então, só resta a dizer que não há nada que possa ser dito. Admito algo: brotou em mim uma sede por liberdade, por novas terras, por desvendar. Mas, como Clarice, não sei o que fazer com o que descobri. Que Deus me ajude.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Darwin neles!" - ou - Teoria da Pseudoevolução da espécie - ou - Eleições 2010

Homem primata, capitalismo selvagem, cérebro de ervilha. Ervilha, não: de chuchu! Merda de paulistada burra! Tsc tsc

Não me lembro quem disse que só no Brasil que pobre é de direita.

É por isso que eu faço parte daquela comunidade do orkut: "Se nada der certo, vou pra Paris!".

Saio no dia 9. Volto, infelizmente, no dia 18.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desejo martelo - ou - A arte de não se contradizer

Ela hesitou. Só por hesitar, sentia uma culpa pungente. Sabia - ou se cobrava de saber - que a hesitação era, por si só, uma falha. E disso só conseguir fugir com aforismos baratos. Covarde!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Arte com malabares - ou - Pseudocircense

Projeto para 2010/2011: aprender a equilibrar vidas paralelas.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

De raiz - ou - "Saudade, palavra triste..."

Cresceu ouvindo moda de viola. A avó assistia aos programas da Inezita Barroso, o avô batucava as melodias no braço da poltrona da sala. Achava tudo muito bonito.
Na adolescência - eta fase besta -, vergonha de tudo que indicasse família. De tudo o que não fosse "cool". Desmentia, corava diante dos vinis do pai, posicionados (talvez estrategicamente?) sobre a estante da sala de jantar, aos olhos de todos que entravam na casa pela porta principal. A fim de quê expor aquele disco velho de "Pedro Bento e Zé da Estrada"? O que fazia ali um "Milionário e José Rico"?
Hoje, na beirada dos trinta anos, nostalgicamente se lembra das tardes em que a avó, cansada de toda a trabalheira doméstica para receber os netinhos no final de semana, se sentava no sofazinho surrado da salinha apertada e era feliz assistindo ao "Viola, minha viola". Entende que sempre gostou. E chora.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Empoeirados - ou - O gosto antigo.

Mexendo em CDs antigos, achei uma série de músicas das quais gostava (ainda gosto, na verdade), e que a memória apagou. Coisa engraçada, o gosto: ele não muda, mas esquece.
Não chegou a ser nostalgia, mas deu saudade do tempo em que meu gosto musical era mais inovador.
Inovador ou não, tratei de salvar as benditas no meu mp3, para reouvir. Gosto bom.