E hoje posso dizer, sem falsa modéstia, que me reconheço mulher. Sou plena de certezas. Sei e não sei de nada, mas tenho consciência de que sei tudo o que posso saber até aqui. O que ainda não sei, não é porque não consegui saber, mas sim porque ainda não devo.
Conheço o que fui até agora e, bem ou mal, fui o que consegui ser. E sou feliz pelo que tenho sido. Sem arrependimentos.
Não superei expectativas, não ganhei medalhas, não fui eleita a mulher do ano. Mas hoje me olhei no espelho e vi do outro lado essa moça tão segura de si, mesmo com uma tristeza nos olhos que significa não sei o quê.
Não choro mais para ser acalentada: choro porque se é preciso. Não domino nem sou dominada: danço conforme a música, a minha música.
Sou. E isto diz tudo por ora.
Esqueceu-se de acrescentar: "não devo explicações a ninguém, nem a mim mesma. Simplesmente vivo". Gostou?
ResponderExcluir