Na contagem regressiva para 2011 chegar, ela chorou. Mais do que o efeito dos fogos de artifício, mais do que o efeito do sentimentalismo enlatado dos programas de televisão, mais do que a distância da família - ela chorou por outra coisa.
Ela chorou por deixar para trás um ano de conquistas, de realizações - um ano de segurança. Ela chorou por não saber o que o futuro reserva a ela. Ela chorou por não ter saber, por não ter certeza, por não ter plano.
Ela chorou por ter visto acabar algo que foi tão bom.
Ela chorou por outras coisas também. E ela chorou muito.
E, depois do choro, ela começou a se acostumar com a novidade.
A pequena morte deixou a saudade.
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