Fiquei durante muito tempo, anos atrás, ouvindo Keane constantemente. E minhas percepções sobre as letras e melodias foram variando à medida em que eu também variava. Ora pareciam muito abstratas, imprecisas - até com cara de "feitas às pressas", ora eram a verdade que eu precisava ouvir. Desconexas, mas pungentes.
Hoje, enquanto voltava de um passeio em busca de presentes e encomendas, ouvia minha seleção de músicas do MP4: um pout pourri de tanta coisa que ficou gravada ao longo dos anos no meu computador. Entre tantas, começou a tocar a seleção de Keane. E uma música que não ouvia há tempos me abriu os olhos - que é a que dá o título a este post tão sem sentido, sem critério, sem intenção, sem compromisso.
É: acho que estou na fase de achar que a arte imita a vida, e que Keane me é necessário.
Depois de ouvi-la, andei por um bom tempo, olhando o solzinho encabulado que saiu de trás das nuvens pesadas da chuva de antes - e me dei conta de que eu sou especial demais para não ser tratada como tal. E tal revelação fez com que eu ganhasse meu dia.
Tá, não foi só a música do Keane. Mas achei a coincidência tão bonitinha...
Acho que você sempre soube, e o Keane te fez lembrar.
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